Trilha Cidadã · Módulo 08 de 11 · 18 min
Gastos, programas e trabalho
No Módulo 7 você viu de onde vem o dinheiro. Agora vem a outra metade da história: quem decide como ele é gasto, quanto vai para cada área, quanto sobra ou falta no fim do ano e quem recebe os programas sociais.
Você também vai descobrir uma coisa que surpreende muita gente: a maior parte do orçamento já chega "carimbada", e o governo de plantão escolhe o destino de só uma pequena fatia.
cerca de 18 minutos.
Como o orçamento é decidido
Todo ano, cada governo aprova uma lei que diz quanto vai arrecadar e em que vai gastar. O caminho tem três leis, nos três níveis de governo:
- PPA (Plano Plurianual): os planos para 4 anos.
- LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias): as regras e metas do ano seguinte, como quanto o governo pretende economizar.
- LOA (Lei Orçamentária Anual): o orçamento propriamente dito, item por item.
O Executivo propõe e o Legislativo aprova, podendo mudar valores e incluir emendas. Na União, a LOA de 2026 prevê despesas totais de R$ 6,54 trilhões (incluindo a rolagem da dívida pública, isto é, o dinheiro usado para pagar dívidas antigas tomando novas) e meta de superávit primário de cerca de R$ 34 bilhões, o equivalente a 0,25% do PIB.
A maior parte já vem carimbada
Da da União em 2026 (o gasto sem contar os juros da dívida), 91,7% é obrigatória por lei. Sobram cerca de 8% para o governo escolher, e as emendas parlamentares saem desse pedaço.
| Grupo de despesa (União, 2026) | R$ bilhões | % da despesa primária |
|---|---|---|
| Aposentadorias e pensões do INSS | 1.135,7 | 43,0% |
| Salários e encargos de servidores | 454,1 | 17,2% |
| Outras despesas obrigatórias (BPC, Bolsa Família, abono, mínimos de saúde e educação, repasses) | 832,3 | 31,5% |
| Discricionárias (o governo escolhe; inclui emendas) | 219,5 | 8,3% |
A Constituição obriga a União a gastar um valor mínimo em saúde e em educação: em 2026, R$ 253 bilhões e R$ 139,4 bilhões, respectivamente. (Câmara dos Deputados, Raio-X do Orçamento, maio de 2026; Ministério do Planejamento, Orçamento Cidadão LOA 2026)
Por que isso importa: quando um governo promete "cortar gastos" ou "investir mais", ele está mexendo, na prática, nessa fatia pequena, a não ser que mude leis ou a Constituição.
Quem decide cada gasto
Resposta curta: o presidente propõe, o Congresso aprova e cada ministro gasta o dinheiro da sua área. Nos estados, o mesmo papel é do governador, da Assembleia e dos secretários estaduais; nas cidades, do prefeito, da Câmara e dos secretários municipais.
Três leis, um ano de execução e a prestação de contas: o ciclo recomeça todo ano
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PPA · Plano PlurianualPresidente envia até 31 de agosto do 1º ano de mandato; Congresso aprovaOs planos para 4 anos
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LDO · Lei de Diretrizes OrçamentáriasPresidente envia até 15 de abril; Congresso vota até 17 de julhoAs regras e metas do ano seguinte, como quanto o governo pretende economizar
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LOA · Lei Orçamentária AnualPresidente envia até 31 de agosto; Congresso vota até 22 de dezembro, com emendasO orçamento propriamente dito, item por item
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ExecuçãoCada ministro gasta o dinheiro da sua área, de janeiro a dezembroA área econômica controla o ritmo dos gastos durante o ano
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Prestação de contasPresidente presta contas ao Congresso até 60 dias após a abertura do ano legislativo; TCU dá parecer; Congresso julgao que se aprendeu entra no próximo PPA e na próxima LDO
Nos estados, o mesmo papel é do governador, da Assembleia e dos secretários estaduais; nas cidades, do prefeito, da Câmara e dos secretários municipais.
| Quem | Na União | No estado | Na cidade | O que decide |
|---|---|---|---|---|
| Chefe do Executivo | Presidente | Governador | Prefeito | As prioridades e a proposta de orçamento; escolhe e demite ministros ou secretários |
| Área econômica | Ministérios da Fazenda e do Planejamento | Secretaria da Fazenda e do Planejamento | Secretaria da Fazenda | Monta a proposta e controla o ritmo dos gastos durante o ano |
| Ministro ou secretário | Ministro de cada pasta | Secretário estadual | Secretário municipal | Como o dinheiro da sua pasta é gasto: contratos, obras, programas. Responde por esses gastos |
| Legislativo | Congresso Nacional | Assembleia Legislativa | Câmara Municipal | Aprova, muda o orçamento e inclui emendas |
| Fiscais | TCU e CGU | Tribunal de Contas do Estado | Tribunal de Contas do Estado ou do Município | Confere se o dinheiro foi bem gasto |
Ministro e secretário não são eleitos. São escolhidos pelo chefe do Executivo e podem ser trocados a qualquer momento. Por isso, o responsável político final por todo o gasto do Executivo é quem foi eleito: o presidente, o governador ou o prefeito.
Quanto cada ministério recebe (2026)
O governo federal tem hoje mais de 30 ministérios. O gráfico abaixo compara os 31 que aparecem como órgãos no orçamento; ficam de fora os órgãos ligados à Presidência, como a Casa Civil. A diferença de tamanho entre eles é enorme.
Repare: os quatro maiores são justamente os que pagam aposentadorias, programas sociais, saúde e educação. Boa parte do dinheiro deles é obrigatória por lei. O total da União (R$ 6,5 trilhões) é bem maior que a soma dos ministérios, porque inclui a rolagem da dívida, os juros e os repasses obrigatórios a estados e cidades. (SIOP, Ministério do Planejamento / Câmara dos Deputados, Raio-X do Orçamento, LOA 2026; valores por ministério a conferir)
E na cidade: as secretarias de São Paulo
Na prefeitura, o dinheiro é dividido entre secretarias, fundos e empresas municipais. O exemplo abaixo usa a proposta de orçamento de 2027, a mais recente, enviada à Câmara Municipal em 30 de setembro de 2026, com um total de R$ 146,5 bilhões.
A Câmara Municipal e o Tribunal de Contas do Município têm orçamentos próprios, que não aparecem na lista. Nos painéis deste site, você encontra a lista completa de secretarias da sua cidade e do seu estado, com o valor previsto e o valor realmente gasto. (Câmara Municipal de São Paulo)
Raio-X das contas: o exemplo da cidade de São Paulo
Neste site, há um painel como este para a União, para cada estado e para cada cidade, sempre com quanto entrou e quanto saiu em cada área. Abaixo, a previsão de gastos da capital paulista para 2026.
Do lado da arrecadação, a cidade tem dois impostos fortes, o ISS e o IPTU, e recebe repasses do estado (ICMS e IPVA), da União e do Fundeb. Quase 30% a conferir do dinheiro da educação municipal vem do Fundeb, o fundo que junta recursos dos três níveis de governo para a educação básica. Nos painéis, as duas metades aparecem lado a lado, por habitante e comparadas com a média do estado. Os números são os da despesa realmente feita, informados pelos governos ao Siconfi (o sistema do Tesouro Nacional que reúne as contas públicas), e não só a previsão.
Sobrou ou faltou? Resultado primário, nominal e dívida
Pense no governo como uma família que ganha R$ 5.000, gasta R$ 4.500 com as contas e paga R$ 800 de juros do cartão.
| Indicador | O que mede | Na família do exemplo |
|---|---|---|
| Resultado primário | Receitas menos despesas, sem os juros da dívida | + R$ 500 (superávit) |
| Resultado nominal | O mesmo, com os juros | − R$ 300 (déficit) |
| Dívida | Para onde vai todo déficit nominal: o que falta vira empréstimo | A dívida do cartão aumenta |
No Brasil, por causa dos juros altos, o resultado nominal costuma ser negativo mesmo quando o primário é positivo.
Exemplo: Estado de São Paulo, 2025. O estado teve superávit primário de cerca de R$ 8,5 bilhões, mas, somando os juros, um déficit nominal de cerca de R$ 23,9 bilhões a conferir. A dívida total do estado passou de R$ 372,2 bilhões a conferir para R$ 382,6 bilhões a conferir ao longo do ano, segundo os dados informados ao Siconfi.
As regras que limitam o gasto
A Lei de Responsabilidade Fiscal (2000) vale para os três níveis e impõe, entre outros, estes limites:
| Limite | União | Estados | Municípios |
|---|---|---|---|
| Gasto máximo com pessoal | 50% da receita corrente líquida | 60% | 60% |
| Dívida máxima | Definida pelo Senado | 2 vezes a receita corrente líquida | 1,2 vez a receita corrente líquida |
A também proíbe criar despesa permanente sem indicar de onde vem o dinheiro, e impede gastos novos com pessoal nos últimos 180 dias de mandato. Na União, o arcabouço fiscal de 2023 limita quanto a despesa pode crescer de um ano para o outro e define a meta de resultado primário.
Emendas parlamentares
Emenda é a parte do orçamento que deputados e senadores destinam para onde escolhem: uma obra na cidade, um hospital, um programa. Na prática, é dinheiro público indicado por parlamentares e executado pelo governo ou pelas prefeituras.
| Tipo | Quem indica | O governo é obrigado a pagar? | 2026 |
|---|---|---|---|
| Individuais | Cada deputado e senador | Sim (metade precisa ir para a saúde) | R$ 26,6 bilhões |
| De bancada | Os parlamentares de cada estado, juntos | Sim | R$ 11,2 bilhões |
| De comissão | As comissões temáticas do Congresso | Não | R$ 12,1 bilhões |
Somando os três tipos, as emendas de 2026 chegam a R$ 49,9 bilhões (os valores por tipo da tabela estão a conferir). Para comparar: todas as despesas que o governo federal pode escolher livremente somam cerca de R$ 220 bilhões. Ou seja, mais de um quinto desse dinheiro livre tem destino escolhido pelos parlamentares. (Câmara dos Deputados, Raio-X do Orçamento 2026)
Por que viraram assunto:
- O valor cresceu muito na última década, e parte dele passou a ser de pagamento obrigatório.
- O "orçamento secreto" (as chamadas emendas de relator) foi declarado inconstitucional pelo STF em 2022, porque não mostrava quem indicava o dinheiro.
- As "emendas Pix" (transferências especiais) mandam dinheiro direto para estados e cidades, sem um projeto definido antes. Desde 2024, o STF passou a exigir regras de transparência e rastreabilidade para elas e para as emendas de comissão.
Há dois lados nesse debate. Defensores dizem que o parlamentar conhece as necessidades locais e que as emendas levam recursos a cidades esquecidas. Críticos dizem que elas fragmentam o orçamento em milhares de pequenos gastos, dificultam o planejamento e podem favorecer quem está no poder nas eleições.
Para conferir: quanto cada parlamentar indicou e para onde foi o dinheiro aparece no Portal da Transparência (portaldatransparencia.gov.br). O mapa deste site mostra quanto cada cidade recebeu em emendas, por habitante.
Programas sociais
A porta de entrada para quase todos é o Cadastro Único (CadÚnico), feito no CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) da prefeitura. É a prefeitura que cadastra; o governo federal paga.
| Programa | Quem tem direito | Quanto | Quantos recebem |
|---|---|---|---|
| Bolsa Família | Famílias com renda de até R$ 218 por pessoa | Desde outubro de 2026: mínimo de R$ 691 por família, mais R$ 173 por criança de até 6 anos e R$ 58 por criança ou adolescente de 7 a 18 anos, gestante ou nutriz (mãe que amamenta). Até setembro eram R$ 600, R$ 150 e R$ 50 | Cerca de 19,3 milhões de famílias em setembro de 2026 a conferir, com média de R$ 678; com o reajuste de outubro, a média prevista passa a R$ 777 |
| BPC (Benefício de Prestação Continuada) | Idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência, com renda de até 1/4 de salário mínimo por pessoa | 1 salário mínimo (R$ 1.621 em 2026) | Cerca de 6,7 milhões de pessoas em 2026, pela estimativa do governo a conferir |
| Auxílio Gás / Gás do Povo | Famílias do com renda de até meio salário mínimo por pessoa, com prioridade para quem recebe Bolsa Família | Botijão de 13 kg de graça, retirado na revenda: 4 por ano para famílias de 2 ou 3 pessoas e 6 por ano para famílias de 4 ou mais | Cerca de 15 milhões de famílias em março de 2026 a conferir |
| Pé-de-Meia | Estudantes do ensino médio público de famílias do CadÚnico | R$ 200 por mês de frequência, R$ 1.000 guardados por ano concluído (sacados só na formatura) e R$ 200 por fazer o Enem | Cerca de 4 milhões de estudantes em 2024 a conferir |
| Seguro-desemprego | Trabalhador com carteira demitido sem justa causa | De 3 a 5 parcelas, de R$ 1.621 a R$ 2.518,65 cada uma em 2026 | Sem número recente confirmado a conferir |
A regra de proteção do Bolsa Família. Se a família arruma emprego formal ou aumenta a renda, ela não é cortada na hora: continua recebendo metade do benefício por até um ano. Em janeiro de 2026, 2,44 milhões a conferir de famílias estavam nessa situação. A ideia é que ninguém tenha medo de aceitar um emprego por receio de perder o benefício. (MDS, Informe Bolsa Família nº 106, 20/01/2026)
Exemplo: São Paulo. O estado é o segundo com mais beneficiários do Bolsa Família, cerca de 2,2 milhões, atrás apenas da Bahia. Em números absolutos é muito, mas, como SP tem a maior população do país, a proporção de famílias atendidas é menor que a de muitos estados. O mapa deste site mostra sempre a proporção da população atendida, ao lado da renda média e da pobreza da região, e nunca nomes de beneficiários.
Trabalho e desemprego
O IBGE mede o desemprego visitando domicílios todo trimestre (pesquisa PNAD Contínua). Cada pessoa de 14 anos ou mais entra em um de três grupos:
| Grupo | Quem é |
|---|---|
| Ocupado | Trabalhou pelo menos 1 hora na semana, com ou sem carteira. Bico e trabalho por conta própria contam |
| Desocupado (o "desempregado") | Não trabalhou, procurou emprego nos últimos 30 dias e podia começar |
| Fora da força de trabalho | Não trabalhou e não procurou: estudantes, aposentados, quem cuida da casa, quem desistiu |
Quem recebe auxílio é contado como desempregado?
Depende só de duas coisas: se a pessoa trabalhou e se procurou trabalho. Receber Bolsa Família, BPC, seguro-desemprego ou qualquer outro auxílio não muda nada na conta. Essa pergunta simplesmente não existe no cálculo do desemprego.
Duas perguntas decidem tudo: trabalhou na semana? procurou trabalho? Receber auxílio não entra na conta
Rendimento médio: R$ 3.777. A subutilização soma desempregados, quem trabalha menos horas do que gostaria e desalentados.
Quatro pessoas, quatro situações. Todas recebem algum benefício, e mesmo assim cada uma cai num grupo diferente:
| Pessoa | Situação | Recebe | Como o IBGE conta |
|---|---|---|---|
| Maria, 35 anos | Está sem trabalho e entregou currículos nesta semana | Bolsa Família | Desempregada (entra na taxa) |
| João, 42 anos | Faz bicos de pedreiro alguns dias por semana | Bolsa Família | Ocupado, mesmo sem carteira |
| Ana, 28 anos | Não trabalha nem procura, porque cuida dos três filhos pequenos | Bolsa Família | Fora da força de trabalho (não entra na taxa) |
| Pedro, 50 anos | Foi demitido e está procurando vaga | Seguro-desemprego | Desempregado (entra na taxa) |
Então por que existe a dúvida? Porque o desemprego pode cair sem que ninguém arrume emprego: basta que pessoas parem de procurar. Elas saem da conta de desempregados e passam para "fora da força de trabalho". Quem desistiu por achar que não vai encontrar vaga é chamado de desalentado. Por isso, olhar só a taxa de desemprego não basta: ao lado dela, este site mostra também a subutilização, que soma desempregados, quem trabalha menos horas do que gostaria e desalentados.
Resumindo: o auxílio não tira ninguém da estatística de desemprego. O que tira é parar de procurar trabalho, com ou sem auxílio.
O retrato mais recente (junho a agosto de 2026):
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Taxa de desemprego | 5,3%, a menor para esse período desde 2012 |
| Desempregados | 5,8 milhões |
| Ocupados | 103,5 milhões, recorde |
| Empregados com carteira no setor privado | 39,5 milhões |
| Empregados sem carteira no setor privado | 13,7 milhões |
| Rendimento médio | R$ 3.777 |
| Informalidade (sem carteira, por conta própria sem CNPJ e similares) | 37,5% dos ocupados, ou 38,8 milhões de pessoas; 2,4 milhões de desalentados |
(Agência Gov (EBC), com dados do IBGE, 29/09/2026)
O debate sobre auxílios e emprego. Parte dos economistas argumenta que benefícios podem reduzir a procura por emprego formal. Outra parte aponta estudos que não encontram esse efeito de forma relevante e lembra que a regra de proteção foi criada justamente para evitar isso. Este site apresenta as duas leituras, com as evidências de cada uma.
O que você encontra neste site: por estado, as taxas de desemprego, informalidade e (IBGE, a cada trimestre); por cidade, o saldo de empregos com carteira (Novo Caged, o registro mensal de contratações e demissões), com o aviso de que não existe taxa oficial de desemprego por cidade.
Mitos rápidos
"O governo pode gastar o orçamento como quiser."
Mais de 90% da federal é obrigatória por lei.
"Quem recebe Bolsa Família some da estatística de desemprego."
Não. Quem procura emprego conta como desempregado, com ou sem benefício.
"Superávit primário significa que a dívida está caindo."
Nem sempre. Se os juros forem maiores que o superávit, a dívida continua subindo.
"Emenda parlamentar é dinheiro do deputado."
É dinheiro público, do orçamento; o parlamentar só indica o destino.
"Quem arruma emprego perde o Bolsa Família na hora."
Não. A regra de proteção mantém metade do benefício por até um ano.
Teste o que aprendeu
5 perguntas rápidas sobre este módulo. Se errar, o quiz mostra onde a resposta está. O resultado fica salvo no seu navegador.
Glossário
- Despesa primária
- Todo gasto do governo, sem contar os juros da dívida.
- Despesa discricionária
- A parte do gasto que o governo pode escolher onde aplicar.
- Superávit / déficit
- Sobra / falta de dinheiro no fim do período.
- Arcabouço fiscal
- Regra federal de 2023 que limita o crescimento da despesa.
- LRF
- Lei de Responsabilidade Fiscal, com limites de gasto e dívida para todos os governos.
- Emenda impositiva
- Emenda que o governo é obrigado a pagar.
- CadÚnico
- Cadastro das famílias de baixa renda, porta de entrada dos programas sociais.
- Desalentado
- Quem desistiu de procurar emprego por achar que não vai encontrar.
- Subutilização
- Desempregados + quem trabalha menos horas do que gostaria + desalentados.
Fontes
- Câmara dos Deputados, Raio-X do Orçamento 2026 (2º bimestre): despesa primária, obrigatórias, discricionárias, mínimos de saúde e educação, total de emendas (R$ 49,9 bilhões) e meta de resultado primário
- Prefeitura de São Paulo: orçamento previsto para 2026
- Câmara Municipal de São Paulo, 30/09/2026: proposta de orçamento de 2027 (R$ 146,5 bilhões)
- Tesouro Nacional, RREO em Foco, 6º bimestre de 2025: resultado primário do Estado de SP em 2025; resultado nominal e dívida via Siconfi (consulta de 13/10/2026)
- MDS, Informe Bolsa Família nº 106, 20/01/2026 e nº 115, 24/04/2026: famílias atendidas, valor médio e números por estado
- MDS, Regra de Proteção: 50% do benefício por até 12 meses
- Decreto do salário mínimo de 2026 (R$ 1.621), publicado em 24/12/2025
- Lei Complementar 101/2000 (LRF), Lei Complementar 200/2023 (arcabouço fiscal) e Resolução do Senado 40/2001 (limites de dívida)
- Ministério do Planejamento, Orçamento Cidadão LOA 2026: LOA 2026 (R$ 6,54 trilhões); emendas por tipo a conferir
- SIOP, Ministério do Planejamento e Câmara dos Deputados (Raio-X): orçamento de cada ministério na LOA 2026 (valores do gráfico a conferir no painel)
- Decreto 13.120, de 17/09/2026, Planalto: reajuste do Bolsa Família a partir de outubro de 2026 (R$ 691 por família, R$ 164 por pessoa, R$ 173 por criança de até 6 anos e R$ 58 por integrante elegível)
- Agência Gov (EBC), 29/09/2026: PNAD Contínua (IBGE), junho a agosto de 2026
- Agência Gov (EBC), janeiro de 2026: reajuste do seguro-desemprego em 2026 (valores a conferir)